Antigamente é que os jogos eram bons

Será que os jogos antigos realmente eram tão bons assim?

Publicado em 20/07/2021 15:26
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Quantas vezes já escutou esta frase? Ou também que os jovens de hoje acham que sabem tudo, não dão valor para nada, desvalorizam os clássicos, entre tantas outras. Estas frases não são novas e toda geração já passou por elas. Isso acontece por causa da nossa memória histórica e principalmente afetiva. Mas existe uma grande diferença entre história e memória.

A história é um fato, algo que aconteceu como as Guerras Mundiais, a eleição presidencial ou aquele campeonato de futebol. Já a memória é seletiva e também com apelo emocional. Iremos sempre lembrar mais do que gostamos do que o contrário. E isto é o que acontece na disputa do velho vs o novo com as afirmações que os jogos de hoje não são como os de antigamente.

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É fácil dizer que os títulos antigos eram melhores quando falamos de Sonic, Mário, Prince of Persia, Street Fighter para ficarmos entre os mais conhecidos. Esta é a parte da memória afetiva, que os mais velhos, como eu, curtíamos jogar nos Arcades, PC com DOS, Mega Drive ou Super Nintendo. E apenas para colocar os mais famosos, pois alguém se lembra de: The Legend of Zorro para Wii, Club Drive da Atari, Custer´s Revenge de 1982, Sexta Feira 13 de 1989, e centenas de outros que daria uma lista interminável.

Caso não conheça algum dos jogos acima como Custer, vai uma palhinha: Custer’s Revenge foi um polêmico jogo lançado para o sistema Atari 2600. Seu tema era erótico, já que foi produzido pela Mystique, empresa especializada em criar jogos pornográficos. Portanto, até afirmar que os títulos atuais só vendem porque apelam para o sexo, bem, como já falava Raul Seixa, “Mas não é bem verdade”.

Por isso, quando falamos “que no meu tempo as coisas eram melhores”, deve-se tomar muito cuidado. Realmente os games eram bons, mas não dá para comparar com a qualidade gráfica e tecnológica dos atuais. Mesmo os enredos se tornaram mais evoluídos, com histórias que passaram do clichê salve a princesa e o alienígena do mês que irá destruir a Terra, para temas mais envolventes que discutem a sociedade e até mesmo a depressão.

Um bom exemplo de jogos com este estilo de temática é Sea of Solitude da EA. A descrição dele é bem simples: “Quando os seres humanos ficam muito solitários, eles viram monstros… Explore um mundo belo e envolvente de escuridão e luz e descubra o que significa ser humano.” É um título envolvente com um assunto que faz pouco tempo que alguém resolveu se aprofundar, sendo que até o início deste século, ainda era um tabú falar sobre o tema depressão e ansiedade.

“Mas os desafios eram mais complexos”, alguns podem dizer. Sim, pode ser. Mas novamente é uma memória de um tempo que não dava para salvar aquele jogo, não existiam detonados e era necessário muitas vezes conversar com um amigo na escola ou aguardar uma revista especializada para falar do seu jogo. Isto se aquele título fosse publicado.
Hoje a informação é mais fácil de se conseguir.

Não importa qual título esteja jogando atualmente, irá conseguir algum tipo de explicação sobre o enredo, como passar por determinada tela, etc. Alguns jogos também ficaram mais simples para atrair um maior número de jogadores. Mas dizer que todos os jogos atuais são ruins em conteúdo e desafio, não é uma verdade.

Ainda existem excelentes jogos de RPG, de luta, corrida e outros gêneros que trazem um desafio de explodir o cérebro. Quem não conhece o meme do “novo Dark Souls“?. O título foi tão complicado de se jogar que todos após o game, desejam ser o Novo Dark Souls.

Portanto, ao afirmar que o velho era melhor do que o atual, não é uma realidade total. Existiam sim excepcionais jogos, mas os atuais também possuem o seu mérito. Assim como a geração atual deve se lembrar e respeitar os games antigos, pois foram graças a eles que games de sucesso como The Witcher, Batman, The Walking Dead, Dark Souls, Fortnite, Among Us entre outros são o que são.

E para finalizar, preste atenção a estes nomes acima. Em sua maioria são adaptações literárias do século passado que graças ao seu enredo acabaram até por se tonrar os melhores jogos de todos os tempos ou o mais vendido. Sendo assim, a velha geração deve respeitar o novo, pois é graças a estas tecnologias que seus heróis chegaram aos consoles e a nova geração agradecer as antigas, pois sem eles, nem mesmo a Internet existiria.

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