Dependência de jogos também afeta astros de Hollywood

Não são apenas as pessoas comuns que tem problemas com o vício, adultos e famosos também sofrem com isso.

Publicado em 23/08/2021 16:00
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Em uma entrevista recente a Forbes, o ator James McAvoy, conhecido por papéis importantes no cinema e nas séries como X-Men, Fragmentado, His Dark Materials, entre outros, confessou que sua carreira quase foi ladeira abaixo devido ao seu vício no jogo The Elder Scrolls 4: Oblivion, onde ele passava horas e mais horas na frente de seu X-Box 360 jogando.

Segundo ele, “Só vou ficar acordado até as 4 da manhã apenas jogando Oblivion. E eu estava pensando, ‘Este jogo está me enviando para o Esquecimento (Oblivion)’.” Este esquecimento é porque, como ele mesmo disse, sua vida profissional estava ficando “esquecida”, já que ele não estudava mais os roteiros para seus papéis. E após perceber isso, e ficar totalmente frustrado por ter ficado na frente do título até 5h35, tomou a seguinda decisão: “Eu me levantei e tirei o disco do Xbox 360 e liguei o fogão a gás. Apenas coloquei o disco nele e assisti meio que, tipo, queimar e derreter um pouco”.

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Para muitos essa decisão de McAvoy foi um tanto maluca, já que era apenas guardar o CD e jogar depois. Só que para ele, assim como outros que se viciam em jogos, como acontece com cigarros, bebidas e drogas, tomar uma decisão entre o jogo e sua vida, é algo completamente difícil. Para ele não era mais apenas desligar e ir dormir para trabalhar no dia seguinte. Já havia consumido toda a sua vida.

E na entrevista ele fala apenas do profissional, mas dá para perceber que foi além disso, já que uma pessoa que fica horas jogando, praticamente não tem relação alguma social e nem mesmo familiar. Isso são coisas que muitas pessoas não se atentam e acabam até se irritando quando alguém questiona porque está jogando por tanto tempo. Alguns chegam a levar comida para o quarto para não parar de jogar, pois “precisam” terminar aquela fase, “precisam” derrotar aquele boss, e “precisam” sempre mais.

Esse tem sido um perigo constante para as gerações atuais, principalmente hoje com o distanciamento social, onde os jogos estão em todos os lugares. São nos consoles, PC, mobiles, até mesmo nas escolas existem jogos educativos. Não que seja errado jogar, longe disso! Eu jogo, aprecio quem sabe jogar, a história e faço bate papos sobre a utilização dos entretenimento – incluindo os jogos -, na educação.

Títulos como God of War incentivaram muitas pessoas a conhecerem a Mitologia Grega e agora Nórdica. Assassin´s Creed se tornou uma verdadeira aula de história para muitas outras. Jogar é algo bom, divertido e ajuda também na medicina, com terapeutas utilizando como meio de curar certas doenças, como acontece com os fisioterapeutas que trabalham com o Kinect.

Por isso, os jogos deveriam vir com um aviso: jogue com moderação.

O que caracteriza o vício

Em primeiro lugar, precisamos entender em que casos ocorrem o transtorno. De acordo com a OMS, uma pessoa é considerada viciada em games ao apresentar:

  • Falta de controle sobre o jogo (seja frequência, seja intensidade, seja duração)
  • Prioriza sempre os jogos em relação a outros interesses da vida e atividades diárias
  • Continuação ou até escalada do ato de jogar, apesar de consequências negativas.
  • O padrão de comportamento é de gravidade suficiente para resultar em prejuízo significativo em áreas pessoais, familiares, sociais, educacionais, ocupacionais ou outras áreas importantes de funcionamento

Caso tenha mais interesse no assunto, confira o artigo do UOL, clicando aqui.

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