Publicidade
Pesquisa

Educação: estudo aponta metaverso como recurso inclusivo

Mas nem tudo são flores, também há pontos negativos ao fugir da realidade natural; confira
Gostou? Compartilhe!
MEtaverse education
(Imagem: Montagem/Reprodução/Observatório de Games)
Publicidade

Falando da educação em si, o advento do ensino remoto e o aceleramento da necessidade dessa modalidade de ensino por conta da pandemia de Covid-19 trouxe também à tona as possibilidades oriundas do chamado metaverso.

Essa modalidade tecnológica que utiliza ferramentas digitais para replicar representações de determinadas realidades vem ganhando espaço na educação ao conseguir ultrapassar os limites colocados pela resistência à tecnologia em sala de aula. Nesse contexto, ambientes virtuais capazes de representar com extrema verossimilhança a realidade exercem um papel importante para a aprendizagem ao serem coerentes à propriedade da memória de poder ser codificada a longo prazo quando atribuída a alguma emoção específica. Também são apresentadas contribuições relevantes para o trabalho com a singularidade de cada aluno em relação à sua história, personalidade, habilidades e possíveis transtornos.

Um estudo do Pós PhD Neurocientista Fabiano Abreu Agrela apontou o uso do metaverso como recurso inclusivo na educação sobretudo por ser capaz de superar barreiras físicas e socioeconômicas quando realizado de maneira adequada.

Continua depois da Publicidade

A produção está publicada no livro “Novas Tecnologias e as Competências Técnico-Científicos Nas Ciências Biológicas”, da Antena Editora.

“A utilização de tecnologias como forma de comunicação, diversão e aprendizagem, na sociedade contemporânea, se dá desde os primeiros anos de vida, fazendo parte da constituição humana de tal maneira que é impossível discuti-la sem levar em conta o uso desses meios. Nesse sentido, as práticas no âmbito educacional previsão se adequar a esse contexto para que sejam coerentes com a realidade dos alunos”, diz trecho do estudo.

Segundo o autor, Para introduzir práticas educativas que deem conta da rapidez com que novas formas de se relacionar são introduzidas nos sujeitos, é preciso ter conhecimento, primeiramente, das limitações e das possibilidades de ferramentas tecnológicas.

A educação acontece ne relação com o outro em uma abordagem que também leva em conta a subjetividade dos profissionais da área, e não apenas dos alunos. Assim, torna-se fundamental ter consciência acerca dos próprios sentimentos e maneiras de se relacionar com as ferramentas tecnológicas. No caso da utilização do metaverso e das tecnologias digitais virtuais de forma geral, esse pressuposto é bastante válido para auxiliar aqueles que buscam integração nesse mundo.

É possível dizer que a humanidade tem o costume de se constituir através de universos paralelos, diferenciados pelo desenvolvimento de uma forma particular de se viver e conviver, com regras específicas que se adequam às necessidades daquele mundo. Esses universos à parte são essencialmente concomitantes, pois não foram pensados em termos de substituição. Por exemplo, a questão socioeconômica é capaz de criar universos muito distintos, como as vilas e favelas, no Brasil, e a comunidade Amish, nos Estados Unidos e Canadá, criada através da questão religiosa”, diz outro trecho da produção.

Ainda conforme a publicação, Quando a questão avança para o âmbito da tecnologia, a evolução do uso da internet pode ser categorizada especialmente a respeito dos níveis de interação proporcionados. Na primeira geração da internet, a Web 1.0, o mais comum é que existissem páginas disponibilizadas com informações escritas, caracterizadas pelas poucas possibilidades de interação. Já na Web 2.0, as tecnologias permitem o compartilhamento gratuito de arquivos, vídeos e músicas e consagram as redes sociais como meio de comunicação.

O estudo ressalta também, conforme SCHLEMMER; BACKES, 2008, p. 522, que o “conceito de metaverso se refere, portanto, a uma modalidade de mundo virtual que utiliza dispositivos digitais com o objetivo de replicar determinada realidade. Suas características seguem os rumos interativos da Web 2.0, prezando por um espaço virtual coletivo e compartilhado, com abertura para a subjetividade.

A terminologia foi utilizada pela primeira vez em 1992 pelo escritor norte-americano Neal Stephenson, em seu romance Snow Crash. Para o autor, “metaverso tem caráter real, bem como utilidade real pública e privada, pois se trata de uma ampliação do espaço real do mundo físico dentro de um espaço virtual na internet”.

Falando sobre a educação, o metaverso teve como primeiras representações virtuais de vida que repercutiram significativamente em ambiente escolar foram as dos chamados “Tamagochis”, pequenos animais representados nas telas de aparelhos digitais que necessitavam de cuidados sistemáticos para que sobrevivessem. Por volta de 1996, ano de seu surgimento, os bichinhos virtuais causaram discussões na comunidade escolar e nos responsáveis pelas crianças sobre a permissão ou não de sua presença durante as aulas.

Apesar dos pontos tratados, vale lembrar que este estudo não se aprofundou nos possíveis danos mentais causados pelo metaverso já que, assim como pontos positivos, também há pontos negativos ao fugir da realidade natural. “Tudo na vida deve ser em equilíbrio, penso que o meio virtual deve estar em equilíbrio com o meio natural.

Devemos não apenas viver o virtual, como também manter hábitos naturais antigos em que nosso gene está condicionado. A morte é real e faz com que os instintos prevaleçam, portanto, nosso cérebro jamais vai se adaptar a uma vida totalmente virtual podendo esta, ser mediada entre realidade virtual e realidade natural”, finaliza a publicação.

Sobre o Dr. Fabiano de Abreu

Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues é colunista do Observatório de Games, PhD em Neurociências, Mestre em Psicanálise, Doutor e Mestre em Ciências da Saúde nas áreas de Psicologia e Neurociências com formações também em neuropsicologia, licenciatura em biologia e em história, tecnólogo em antropologia, pós graduado em Programação Neurolinguística, Neuroplasticidade, Inteligência Artificial, Neurociência aplicada à Aprendizagem, Psicologia Existencial Humanista e Fenomenológica, MBA, autorrealização, propósito e sentido, Filosofia, Jornalismo e formação profissional em Nutrição Clínica. Atualmente, é diretor do Centro de Pesquisas e Análises Heráclito; Chefe do Departamento de Ciências e Tecnologia da Logos University International, diretor da MF Press Global, membro da Sociedade Brasileira de Neurociências e da Society for Neuroscience, maior sociedade de neurociências do mundo, nos Estados Unidos. Membro da Mensa e Intertel, associação de pessoas de alto QI e especialista em estudos sobre comportamento humano e inteligência com mais de 100 estudos publicados.

Leia também:

Thomas Shelby é o mais famoso exemplo de inteligência DWRI; Saiba o que é

Como é o cérebro de uma pessoa com alto QI? Especialistas respondem

Inteligência humana pode ser influenciada por fatores genéticos e sociais?

Quais as diferenças entre o cérebro humano e o animal?

• Por que esses VÍDEOS PARA DORMIR não funcionam com todos?

CONTEÚDO RELACIONADO