As coisas que pensa a DONA, uma das mulheres fortes dos bastidores da cena gamer no Brasil

Confira como pensa e trabalha uma das minas que trabalha numa das áreas mais corridas do mercado de eSports!

Publicado em 10/03/2022 12:57
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Assim como vários outros campos de atuação profissional, o segmento gamer é mais um que, muitas vezes, se mostra um terreno inóspito para as mulheres. Contudo, alguns nomes estão ‘capinando esse mato’ para que outras garotas possam um chegar no futuro com muito menos resistência para mostrar seu serviço.

Uma destas foices está na mão de Maria Arlete Tavares Batista Neta (30), a DONA. Nome forte por trás da Fluxo, organização comandada pelo astro Nobru, a carioca atua representando a line feminina que, dentre suas missões naturais, também visa igualar oportunidades de trabalho de uma maneira geral.

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Lázaro Sonic e o Observatório de Games conversaram com a profissional para saber algumas curiosidades sobre seu dia a dia e o que ela pensa sobre os desafios de ser uma mulher trabalhando no modo hard na cena gamer. Confira abaixo:

O que é um dia especialmente difícil e um dia recompensador na vida de uma mulher que trabalha no segmento gamer?

Meus dias difíceis existem desde sempre. Quando as horas do dia não são o bastante para dar conta de todos os compromissos. Quando eu não me sinto suficiente, e quando não posso acolher os meus mais próximos.

Mas, são dias necessários para o nosso crescimento, eles servem para eu empenhar mais de mim. E nesses dias eu só me lembro do que Deus já fez por mim. E então, depois de toda tempestade sempre vem a calmaria dos dias recompensadores.

Maria Arlete Tavares Batista Neta, a DONA (Imagem: Reprodução/Divulgação).

Talvez um gesto de gratidão de alguém que me reconhece como necessária seja recompensador pra mim. E também quando um projeto finalmente dá certo, essas são as minhas mais preciosas moedas de recompensa.

10 anos atrás, o que você achou que estaria fazendo profissionalmente hoje?

Definitivamente não esperava estar aqui, talvez advogando, resolvendo problemas de família, certamente. Mas não aqui em SP, morando com pessoas maravilhosas, que gostam e precisam de mim. Isso é muito bom. Metaforicamente, isso tem um cheiro bom.

Como é para você representar uma das maiores organizações de Free Fire do Brasil?

Quando eu vim pra cá eu já sabia o que eu queria fazer pro resto da vida, mexer com pessoas excelentes, e extrair o melhor delas, trabalhar aqui pra mim é entregar 300% o meu melhor para o melhor.

Cite títulos e conquistas que você teve na sua trajetória

Liga NFA S5 | Copa Shariin | Legends Cup | Copa NOBRU S3 | Super Liga GSC S2 | LBR S4 | E mais muitos títulos que nossa line feminina jogando em OFF, não posso divulgar ainda, esperem o anúncio, os troféus vão estar lá.

Qual é o próximo passo a ser conquistado pelas mulheres nesta área?

Quando uma mulher tem uma atitude desagradável, automaticamente se produz um julgamento que ecoa em outras várias mulheres. Julgamentos que acabam generalizando nossa classe, como se, só por ser mulher todas as agissem da mesma maneira. Para o mal ou para o bem, somos julgadas amplamente.

E aí está o mais genuíno dos erros. Precisamos conquistar espaço e respeito de jogar de igual para igual individualmente. Respeito para conviver em igualdade na medida de suas diferenças em face de homens ou de outras mulheres.

Sororidade e maturidade entre as próprias mulheres. As mulheres precisam ser reconhecidas de maneira original e singular, para curar esses traumas que tentam nos manchar há séculos. Falta altruísmo, credibilidade, sem pré-julgamentos. Venham e vejam o quanto podemos fazer.

Você enxerga um futuro onde o eSport caia no gosto geral da população a ponto de ser acompanhado como um esporte convencional?

O eSport já tomou uma proporção desenfreada, isso já é uma realidade, durante o auge da pandemia, ouve momentos em que jovens, adolescentes e crianças expuseram seus hobbies dentro do centro familiar conquistando muitas outras pessoas a se juntar.

Acredito que a forte mídia social furou a bolha dos jogos eletrônicos trazendo vários simpatizantes e novos profissionais para o eSport, e hoje vemos facilmente os games na TV em programas esportivos. Essa é uma evolução que há décadas vem sendo construída, conquistada por grandes nomes do nosso cenário, Nobru, Cherrygums, Jon Vlogs, LinFnx, Fallen, Alok, Anitta, Ronaldo são personalidades que quebraram barreiras e levaram o game muito além da tela do PC, fazendo esse cenário se misturar com outros para oficializar e perpetuar o que fazemos. Essa evidência conquistada pelos “joguinhos” só veio para somar.

Existe outro desafio muito difícil de se conquistar, que são os pais e mães que ainda não conhecem o cenário gamer em geral, e dificilmente depositam credibilidade no que não é convencional. Mas, com o tempo vamos conseguir, de pais e mães gamers para novos pais do cenário. Tudo o que não é convencional dá medo, e não necessariamente, não vai dar certo.

Muita gente questiona o sentido de haver campeonatos separados por gênero. O que você acha sobre isto?

Eu também faço esse questionamento. Nós mulheres queremos igualdade, intelectual, cognitiva, psíquica entre homens que mulheres. Não há afirmação mais exata, do que homens e mulheres terem a mesma capacidade mental, acredito que não há como contestar isso. Essa fase de separar homens e mulheres já passou, isso é segregação. E eu sou absolutamente contra.

Cite uma mulher importante que você gostaria de ver num personagem do jogo

Eu gostaria de ver Gal Gadot, Scarlett Johansson, Anitta, Iza, Zoe Saldana.

Já sofreu ofensas no cenário gamer por ser mulher? Ou já presenciou alguma situação em que alguma mulher sofreu? Como foi pra você presenciar aquilo?

Já presenciei situações constrangedoras, um jogador mandar uma outra jogadora “lavar a louça”, isso foi muito ofensivo, somente por ela ser mulher, antes mesmo de disputar com ela, o jogador quis desmerecê-la.

Eu me senti ofendida naquele momento, e discriminada por não ser homem. Minha atitude foi repreendê-lo a recobrar a consciência de que ele faltou com respeito gravemente. O game necessita desse fair play.

Qual conselho você passaria para o cenário gamer feminino com sua experiência para que não desistam dos seus sonhos?

Em todo papel que forem desempenhar meninas-mulheres, coloquem 300% de excelência empenhados ele. Nós já somos julgadas, subestimadas, discriminadas e desmerecidas só pelo fato de sermos mulheres. Então, nossa função é fazer sempre mais do que “VOCÊ espera de VOCÊ”.

Alcançar as suas próprias expectativas, mais e mais, até que um dia as perspectivas deles serão menores do que as suas. Afinal, não há nada mais forte do que o seu próprio exemplo. Só não consegue chegar no sucesso quem desiste.

Codiguin Free Fire: ACVCNDNGU6KE

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