Riot Games Processo
As trabalhadoras da Riot Games em Los Angeles saem no dia 6 de maio de 2019 para protestar contra a empresa por sexismo.

Após um 2019 cheio de novidades no universo das batalhas virtuais de LoL, outro tipo de disputa tem deixado o clima tenso: as batalhas judiciais. Em dezembro passado, a Riot Games, estúdio de League of Legends, aceitou um acordo de US$ 10 milhões em uma ação coletiva movida contra a empresa em 2018, decorrente de alegações de sexismo sistêmico e discriminação de gênero no estúdio. O valor seria dividido entre aproximadamente 1.000 mulheres empregadas pelo estúdio entre novembro de 2014.

O valor pode ser MUITO maior

A situação ganhou muita repercussão em janeiro, e foi aí que uma intervenção botou fogo no assunto. O Department of Fair Employment and Housing da Califórnia se envolveu, dizendo que os demandantes deviam muito mais do que aquilo que estavam aceitando. De acordo com o DFEH, o valor a ser pago deveria ser em torno de agudos US$ 390 milhões. A mais.

A Riot se mostrou “consternada”. Declarou ainda que “havia trabalhado duro para negociar com o advogado que representava a classe para chegar a um acordo que acredita ser coletivamente justo para os membros da classe“.

Os queixosos também pareciam aparentemente consternados, não com o DFEH, mas com seus advogados, que logo foram substituídos por outros: Genie Harrison, advogada de direitos das mulheres, que já havia se envolvido nas ações legais contra o desonrado magnata do cinema Harvey Weinstein, e o advogado de emprego da Califórnia Joseph Lovretovich.

Essas mulheres corajosas se manifestaram contra a desigualdade de gênero e o sexismo, e quero garantir que elas sejam bastante compensadas“, disse Harrison em comunicado. “Nossos estatísticos bem qualificados já estão analisando dados salariais. Pretendemos recuperar a compensação devida às mulheres da empresa Riot Games e alcançar reformas institucionais, a fim de nivelar o campo de jogo para as mulheres“.

Reinvestida

A nova equipe jurídica retirou a moção para aprovar o acordo de US$ 10 milhões enquanto obtém “uma análise especializada das alegadas disparidades salariais para as mulheres da Riot Games”, algo que o DFEH disse que os advogados originais do caso não fizeram.

O departamento também acusou a equipe jurídica original dos queixosos de cometer vários erros processuais no caso, e de não incluir termos não monetários no contrato: “Nenhuma alteração forçada nas políticas de emprego, em uma empresa que alegava estar repleta de sexismo, fazem parte do acordo“, afirmou em janeiro.

O que diz a Riot

Apesar de sua reação à intervenção do DFEH, a Riot disse ao The Hollywood Reporter que apóia os direitos dos queixosos de buscar uma nova representação legal. “Estamos cientes de que o novo advogado dos queixosos retirou a moção para aprovação preliminar pendente, que lhes dará tempo suficiente para revisar o acordo de solução proposto. Também arquivamos uma declaração conjunta com o novo advogado, notando que continuamos comprometidos em trabalhar em prol de uma resolução para todos os envolvidos“, disse o porta-voz.

Com relação aos números estranhos postulados pelo DFEH, diremos novamente que não há base de fato ou razão que justifique esse nível de exposição e acreditamos que quaisquer afirmações em contrário simplesmente não podem ser feitas de boa fé.

Embora tenhamos reconhecido que há trabalho que precisávamos fazer para cumprir melhor nossos valores, também deixamos claro para nossos funcionários que nos defenderemos contra narrativas falsas e alegações injustas que não fazem nada para remediar quaisquer dificuldades reais.” completou o o porta-voz da empresa.