Epic Games Video vs Apple
Imagem: Epic Games

A Epic Games está oficialmente travando uma guerra contra a Apple depois que o gigante da tecnologia baniu o Fortnite da App Store. A Apple tem feito muitos inimigos recentemente, principalmente com a sua decisão polêmica de proibir serviços de streaming de videogame como o Xbox Game Pass que levou a alguns comentários profundamente depreciativos da Microsoft, e seu tratamento do Facebook Gaming levou a críticas semelhantes da empresa de mídia social.

Fortnite é um dos nomes mais instantaneamente reconhecidos na indústria de jogos atualmente e após o lançamento de seu modo Battle Royale, o título se tornou um fenômeno cultural, ganhando o melhor jogo multijogador em várias publicações, mesmo um ano depois de ter sido lançado. Um dos fatores que tanto contribuíram para o sucesso do Fortnite é a facilidade de acesso: o game está disponível para todos os principais consoles e PCs. Mas agora, além da Apple, a Epic também abriu sua gerra contra a Google. Saiba mais clicando aqui. Confira abaixo os bastidores desta batalha da Epic Games vs Apple!

A Epic Games dá seu primeiro tiro na Apple

Fortnite 1984
Imagem: Epic games

Em uma postagem em seu blog, a Epic Games anunciou uma redução permanente de custo na moeda do jogo da Fortnite, o V-Bucks. Essa redução de custo veio com algumas advertências interessantes: os jogadores móveis teriam que usar um novo serviço chamado Epic Direct.

Isso permitiria que eles pagassem a Epic Games diretamente e prejudicaria o provedor de celular, ou seja, a App Store e a Google Play Store. Quando os V-Bucks são comprados normalmente nessas plataformas, o provedor obtém 30% dos lucros, mas a Epic Direct contornaria isso totalmente e deixaria o jogador desfrutar do desconto. Durante a atualização, a Epic Games também tirou um tempo para ridicularizar a Apple e a Google por abusarem dos preços. Em resposta, a Apple imediatamente retirou o Fortnite da App Store, alegando que o Epic Direct foi implementado sem aprovação. O mesmo acontecendo com a Google.

Epic faz um vídeo satirizando a Apple

Mas a Epic Games veio preparada. Em resposta à proibição, a empresa instalou um vídeo dentro do Fortnite. O vídeo da Epic Games é uma paródia completa do icônico comercial da Apple em 1984, apresentando personagens Fortnite atuando em conjunto. Para realmente esclarecer o ponto, o rosto imperioso do Big Brother no anúncio é representado por uma maçã literal com óculos de sol e um verme saindo de sua cabeça.

O vídeo termina com uma mensagem dramática afirmando que “a Epic Games desafiou o monopólio da App Store” e advertindo os fãs a “se juntarem à luta“. A hashtag #FreeFortnite exibida no vídeo já é tendência no Twitter. É fácil ver que a Epic antecipou a resposta da Apple desde o início e já se preparou para o conflito que se seguirá.

A Epic Games quer sangue!

Poucas horas depois que Fortnite foi banido da App Store, a Epic anunciou através da página do Fortnite no Twitter que havia entrado com papéis legais em resposta à proibição da Apple e publicou esses documentos para todo mundo conferir. A Epic está buscando uma ação legal contra a Apple pelo que ela considera monopolização e conduta anticompetitiva tanto no mercado de distribuição iOS quanto no mercado de processamento de pagamentos.

A Epic cita várias leis e estatutos que alega que a Apple violou ao impor suas limitações restritivas na App Store. A dona do Fortnite até menciona o anúncio icônico que falsificou, alegando que a Apple se tornou o monstro sinistro e sufocante que uma vez jurou derrotar.

A Epic claramente não está brincando e não há dúvida de que a empresa sabia exatamente como a Apple responderia ao Epic Direct e colocaria as engrenagens em movimento há muito tempo, apenas esperando que a Apple fizesse o seu jogo.

O tempo dirá como essa ação legal vai se desenrolar, mas se a mídia social servir de indicação, grande parte do público está do lado da Epic. O ressentimento em relação às pesadas limitações da Apple vem crescendo há algum tempo, e parece que o ataque ao Fortnite está servindo como o tão esperado ponto de ruptura.

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