Falkol
Imagem: Reprodução

Nesta quarta-feira (29), o Observatório de Games recebeu em seu Instagram o manager da Falkol e empresário de jogadores profissionais, Enzo Reis. A Live teve em torno de uma hora.

Durante a conversa, o novo manager da Falkol explicou alguns detalhes sobre o seu trabalho intercalando gerir a organização e empresaria jogaores. Reis comentou também assuntos sobre a morte do player Brutt, o cenário brasileiro de Fortnite, a profissionalização do e-sports no Brasil e outros assuntos.

Confira o resumo da entrevista:

Obs de Games: Qual o verdadeiro papel de um Manager?

Enzo Reis: Ele faz basicamente de tudo, desde ajudar na gameplay de um jogador profissional, até ir em busca de contratos, patrocínios e entre outros. Além disso, eu analiso vídeos de jogadores da Falkol e de outros possíveis futuros players para a organização e muitas outras coisas.

Obs de Games: Antes da sua chegada, a Falkol não tinha muita expressão no Fortnite. O que esperar de seu futuro?

Enzo Reis: De cara, nós já contratamos dois jogadores que prometem muito no cenário brasileiro, o Satie e o Histtory. Mas isso não é nada próximo de tudo o que a gente está planejando para nossa equipe mais para frente.

Obs de Games: Existe alguma idade para se tornar um jogador profissional?

Enzo Reis: Não, mas o Fortnite possibilita que muitos jovens possam se tornar. Como por exemplo o Zenon, que tem apenas 9 anos e assinou contrato profissional com a Detona Gaming recentemente.

Obs de Games: A morte do jogador Brutt, de CS:GO, chocou a comunidade gamer do Brasil e sua mãe recentemente expôs diversos problemas de uma Gaming House e até mesmo de um time profissional. Como você avalia o caso?

Enzo Reis: Muitos jovens abandonam suas casas e estados para participarem de Gaming House. Você precisa de uma atenção tremenda com esses players. As equipes necessitam de um staff completo por trás das partidas. Como por exemplo um psicólogo, fisioterapeuta e também conhecer e entender as necessidades de seus jogadores.

Obs de Games: Antes de fechar um contrato, você entra em contato com os pais dos jogadores? Você tem este cuidado?

Enzo Reis: Sim, eu primeiro mostro o contrato para os pais e explico tudo, todas as clausulas. É preciso ter cuidado, você está falando com um pai e uma mãe que tem um amor imenso pelo seu filho. Eu, como manager, preciso mostrar realmente o que quero com a contratação do jogador. Com toda a explanação, eu parto para a negociação.

Obs de Games: Quando os psicólogos são acionados para conversar com os jogadores?

Enzo Reis: Primeiro temos que lembrar que a maioria dos jogadores são jovens. Um garoto de 14 anos vai para os EUA e participa de um campeonato mundial de Fortnite e não vai bem. Nisso, ele é linchado pelo o público, dizendo que ele foi la apenas para passa vergonha.

Nessa hora é quando o psicólogo precisa agir, precisa mostrar o outro lado para o player abalado. Utilizamos o psicólogo também antes dos campeonatos, visando analisar aonde o jogador se sente mais incomodado durante uma partida e também mais confortável.

Por fim, em casos mais graves, como por exemplo, quando o jogador acaba cometendo alguma gafe, falas mal colocadas ou preconceituosas, os psicólogos são acionados.

Lives no Instagram

O Observatório de Games começou a realizar em sua conta oficial do Instagram lives sobre alguns temas específicos. Durante a semana, convidamos personalidades da industria gamer brasileira para debater e conversar sobre diversos assuntos.

Toda sexta-feira, às 20h, a equipe do site faz ainda uma transmissão resumindo as principais noticias da semana que se passou.