Apple nega monopólio e chama as reivindicações da Epic de “interesse próprio”

Publicado em 9/9/2020
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Depois de longos e longos textos mostrando os motivos da Epic em atacar a Apple, agora é a vez da empresa da Maçã explicar os seus motivos. A briga entre as duas empresas já é bem sabida, assim como a batalha entre Epic e Google. Mas caso você não saiba, após o Leia também, tem vários links para que possa conferir esta luta entre gigantes.

Tem sido uma luta longa e amarga desde que Fortnite foi originalmente retirado da App Store, e não parece que vai parar tão cedo. Depois de banir o jogo, a Apple ameaçou retirar todas as contas de desenvolvedor da Epic da plataforma iOS, incluindo aquelas usadas para dar suporte e manter o Unreal Engine.

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Um juiz impediu isso, mas afirmou que, do ponto de vista jurídico, nada impedia a Apple de banir o Fortnite. A Epic afirma que perdeu 60 por cento de sua base de usuários no iOS após o banimento e argumenta que sofrerá danos irreparáveis a menos que o jogo seja reintegrado na plataforma da Apple.

A Apple não se comoveu com esses apelos. Conforme relatado pela BBC, a empresa de tecnologia não está nada convencida com a apaixonada campanha de relações públicas da Epic. A Apple aponta que antes da proibição, Fortnite ganhou mais de $ 600 milhões através da App Store e que, ao contrário de suas afirmações de um espaço iOS melhor e mais livre para todos, a Epic quer apenas um tratamento especial. A empresa do iOS também nega que seja um monopólio, e afirma que a App Store é uma forma razoável e acessível de distribuir software. Ele também aponta que a Epic é propriedade do conglomerado de mídia Tencent, que ganhou uma reputação sinistra por possuir uma parte desproporcional da indústria de jogos e por ser incrivelmente voltada para o lucro.

“Embora a Epic se retrate como um Robin Hood corporativo moderno, na realidade é uma empresa de vários bilhões de dólares que simplesmente não quer pagar nada pelo tremendo valor que obtém da App Store.” Apple

A Apple ofereceu repetidamente as boas-vindas ao Fortnite de volta à App Store se a Epic concordar com seu corte padrão de 30 por cento, mas a Epic afirma que concordar com esse pedido seria “conspirar com a Apple para manter seu monopólio sobre os pagamentos no aplicativo no iOS”, e recusou. A obstinada determinação da empresa em seguir firme nessa questão é surpreendente, e seria ainda mais surpreendente se as afirmações da Apple forem verdadeiras.

Independentemente das motivações da Epic, não é a primeira empresa a se pronunciar contra as práticas de negócios da Apple. Empresas como a Microsoft (que desde então apoiou verbalmente a campanha da Epic) reclamaram no passado sobre as regras e regulamentos draconianos presentes no iOS. Mesmo se a Apple estiver certa, e a Epic estiver apenas agindo com base em direitos e mesquinharias, esse processo pode ter enormes ramificações para o futuro dos jogos móveis. Às vezes, a coisa certa pode ser feita pelo motivo errado, e o desastre Fortnite pode ser apenas um exemplo disso.

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