Atração turística da Flórida processa Fortnite

Publicado em 17/8/2020
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A lista de processos de Fortnite acaba de ganhar mais um capítulo. Desta vez não é um dançarino, mas uma atração turística que está se sentindo lesada pelo jogo, mais especificamente, o Coral Castle Museum, uma atração turística perto de Miami.

Representantes legais do local entraram com uma ação contra a Epic Games, desenvolvedora do game, por violação de marca registrada e concorrência desleal.

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Em Fortnite, Coral Castle é o nome da casa do personagem Aquaman, da DC Comics, que está com uma skin no jogo. O local está disponível através do passe de batalha desta temporada, e uma nova versão do personagem favorito dos fãs Fishstick vestindo uma fantasia Atlante, disponível na loja do jogo.

Na vida real, o Coral Castle Museum é um jardim repleto de blocos de calcário moldados criados para turistas. A construção começou em 1928, supostamente por um imigrante letão de coração partido chamado Ed Leedskalnin, que teve o pedido casamento negado por uma menina de 16 anos, quando ele tinha 28. Depois de se mudar para a América, Ed trabalhou no jardim até sua morte em 1951, e despertou o interesse em seu trabalho dizendo às pessoas que levitou as pedras no lugar.

E ao que tudo indica, a organização do local entende que as associações em questão são oportunistas e, portanto, indevidas. Confira algumas imagens dos locais do game e do museu:

Coral Castle Museum
Cenário de Fornite
Coral Castle Museum
Cenário de Fornite

O que é a Concorrência Desleal?

Não é algo tão simples definir a concorrência desleal, uma infração penal que existem em várias legislações pelo mundo, inclusive nos Estados Unidos, local onde a queixa está registrada. De acordo com o Diretor Jurídico da AuditaFelipe Schumacher Dias de Castro, “em tese, configura-se como ações que buscam desviar clientela do concorrente, não pelo apelo, preço ou qualidade do produto, mas através de meios imorais e antiéticos.”.

Conforme apontado pelo site de assessoria jurídica, às vezes uma semelhança entre as fontes usadas em um logo, paleta de cores de um produto semelhante, ou frases quase iguais decididas pelo marketing podem entrar num conflito para determinar quem é o prejudicado e quem se beneficia.

semelhança pode levar o cliente a confusão, e adquirir um produto por engano, quando sua intenção era outra. Seria este o ponto no qual se apega a acusação do museu. Por enquanto, a Epic Games não emitiu nenhuma nota sobre o caso. O departamento jurídico da empresa fechou a semana passada também em destaque, já que acionou ninguém menos que a Apple, confira isso aqui ou mais abaixo:

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