CCXP 2020
Imagem: Reprodução.

O Artists’ Alley é conhecido como o coração da CCXP. E na CCXP Worlds não será diferente. Na edição especial do maior festival de cultura pop do planeta, o Artists’ Alley vai oferecer ao público duas experiências diferentes.

Será possível navegar por 536 mesas virtuais para interagir com artistas de 11 países e fazer compras ou acompanhar a programação do palco que vai reunir 146 quadrinistas de peso como Art Spiegelman, Jeff Lemire, Gerry Conway, Trina Robbins, Scott Snyder e Garth Ennis. Entre os conteúdos, estão entrevistas exclusivas que prometem grandes revelações, batalhas de desenhos e muito entretenimento para os fãs.

Especial Angeli

Itaú Cultural - Ocupação Angeli. Data: 15/03/2012. Foto: Rubens Chiri/Perspectiva
O cartunista brasileiro Angeli. Foto: Rubens Chiri/Perspectiva

Este ano, a credencial usada pelos artistas confirmados será uma homenagem aos 50 anos de carreira de Angeli. Em 2020, a CCXP acontece de forma totalmente virtual nos dias 4, 5 e 6 de dezembro. As mesas virtuais podem ser conferidas neste link: https://www.ccxp.com.br/artists-valley

Mais mulheres

A diversidade, uma das grandes marcas do festival, se reflete principalmente no Artists’ Valley. Com um número crescente de mulheres nas mesas a cada edição, este ano elas representam 36,4% dos selecionados (contra 33% na última edição) para o line-up, que traz ainda artistas que se identificam como transgêneros, travestis e não binários.

A representatividade também se faz presente nos temas. Os quadrinhos com temática LGBTQIA+ são 4,3% dos trabalhos, enquanto os de super-heróis, por exemplo, são 5,1%. Quem passar pelo espaço poderá conferir também obras dos mais variados gêneros como ficção-científica, jornalismo, mangá, adaptação literária, erótico, terror e aventura, entre outros.

Chance de conhecer gente nova

Para o curador do Artists’ Valley, Ivan Costa, a CCXP oferece uma oportunidade única de expandir o próprio repertório. “Minha recomendação é que as pessoas não se atenham ao conteúdo que elas já conhecem ou aos seus artistas preferidos. É a ocasião perfeita para descobrir novos criadores, gêneros e outros tipos de produção. Nosso objetivo sempre é transformar o Artists’ Valley em um grande catálogo de tudo o que faz parte do universo dos quadrinhos e o formato virtual contribuiu muito para isso“, conta.

Como isso vai funcionar

As funcionalidades da plataforma da CCXP Worlds vão facilitar esta busca por conteúdo. Os artistas poderão taguear suas obras para que o público consiga selecionar, não só pelo nome do quadrinista, mas também por temas, personagens, gênero etc. A interatividade será outro ponto alto do Artists’ Valley.

Cada artista terá uma página onde será possível conversar com o fã por chat e abrir a câmera para realizar sua própria live. A venda de materiais será possível por meio de uma vitrine disponibilizada na plataforma que se conecta à loja online de cada. Todas as mesas virtuais foram disponibilizadas gratuitamente para os artistas selecionados, reforçando o compromisso da CCXP com o mercado de quadrinhos especialmente neste período de pandemia.

Já o palco do Artists’ Valley terá conteúdo exclusivo ao longo dos três dias de festival. Em uma variada programação de entretenimento e informação, o público poderá acompanhar desde demonstrações de técnicas de trabalho e entrevistas até quadros mais descontraídos – com quadrinistas mostrando seus animais de estimação, duelando entre si e falando sobre a primeira experiência na CCXP, entre muitos outros. O conteúdo do Artists’ Valley conta com artistas convidados e painéis das principais editoras do Brasil e do mundo.

Homenageado

Em 2020, a credencial dos artistas é uma homenagem aos 50 anos de carreira do cartunista Angeli. A credencial traz um desenho inédito e muito contemporâneo de uma faceta autobiográfica e remete à fase do seu trabalho chamada de “Angeli em Crise“.

Com uma produção variada e significativa, o artista é conhecido por debochar da vida na cidade grande, não poupando críticas a ninguém, principalmente a si mesmo. Nascido em São Paulo em 1956, com apenas 14 anos o artista publicou seu primeiro desenho na revista ‘Senhor’. Três anos depois, começou a assinar artes para a Folha de São Paulo, jornal que até hoje publica diariamente seus trabalhos.

Para o veículo, criou a tira “Chiclete com Banana”, que acabou virando uma revista independente anos depois, com inquestionável influência no mercado editorial. Angeli é autor de vários livros e participou de diversos festivais de comics na Europa. Teve seus trabalhos publicados pelas revistas Linus, de Milão; El Vibora, de Barcelona; Humor, de Buenos Aires, e no jornal Diário de Notícias, de Lisboa.

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