Ex-executivo da Sony mostra por que as contas do Xbox Game Pass não fecham

Para o ex CEO da Sony Interactive Entertainment America, jogos em nuvem também não são garantia de sucesso para o modelo

Publicado em 28/7/2021
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Nesta última terça-feira (27), Shawn Layden, ex- executivo da Divisão PlayStation, questionou as perspectivas de longo prazo para o modelo de negócios do Xbox Game Pass, o serviço de assinatura da Microsoft que libera jogos mensalmente para jogadores de Xbox, PC.

Criado em junho de 2017 e tido pela própria Microsoft como um serviço fundamental dentro da divisão Xbox, Shawn entende que o Game Pass, atualmente com mais de 18 milhões de assinantes, não consegue oferecer o que oferece sem causar um colapso nas planilhas.

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“É muito difícil lançar um jogo de US $ 120 milhões em um serviço de assinatura cobrando US $ 9,99 por mês”, disse ele. “Você vai precisar de 500 milhões de assinantes antes de começar a recuperar seu investimento.” completou o profissional. Shawn seguiu com mais apontamentos:

É por isso que agora você precisa assumir uma posição de liderança em perdas para tentar aumentar essa base. Mesmo assim, se você tiver apenas 250 milhões de consoles, não vai chegar a meio bilhão de assinantes. Então, como você resolve isso? Ninguém percebeu isso ainda.”

Nuvem salva? Para ele, também não

De acordo com o site VGC, atualmente há cerca 250 milhões de consoles no mundo, número que é praticamente o mesmo visto no final dos anos 1990. E diante do papo de que os jogos em nuvem (que dispensam consoles) poderiam aumentar violentamente este número, Shawn Layden não vê isso como uma receita de sucesso para se fazer junto ao Game Pass.

Vale lembrar que Xbox Game Pass Ultimate, nível premium do serviço em questão, inclui a capacidade de jogar na nuvem, e está disponível também para jogar em celulares Android, o que consequentemente adiciona milhares e milhares de “Videogames” para esta conta. Fora o Xbox Cloud Gaming, lançado em julho deste ano para jogadores de PC e Mac, o que dá mais de 1 bilhão de máquinas disponíveis para o serviço.

Com tudo isso, o homem se mostra reticente. “É claro que, se você adicionar telefones celulares, terá centenas de milhões de jogadores”, disse Layden. “Mas essas são categorias relacionadas, mas distintas.” 

Aprendemos com o tempo que os jogos de celular não são necessariamente uma porta de entrada para o console, e sim apenas uma coisa diferente para as pessoas fazerem em horários diferentes do dia.

Shawn Layeden

Ele acrescentou: “As pessoas não compram consoles porque querem mais aço e plástico na sala de estar. As pessoas compram consoles porque desejam acessar o conteúdo. Se você puder encontrar uma maneira de colocar o conteúdo nas casas das pessoas sem uma caixa, então sim, de fato. Todo mundo tem uma solução de streaming de alguma forma. A maior parte é limitada pelo fato de você ter uma conexão de Internet decente. E eles ainda não construíram o modelo de negócios que funciona para isso.”

Chefe aponta o contrário

Olhando do lado de quem está dentro da empresa, o comunicado é outro. Durante a teleconferência de lucros trimestrais da Microsoft no mesmo dia da publicação da entrevista com o ex-nome da Sony, o CEO da própria Microsoft, Satya Nadella, afirmou que o Xbox Games Pass está “crescendo rapidamente”, com os assinantes jogando aproximadamente 40% mais jogos e gastando 50% mais do que os não-membros.

Via VGC
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