Sniper wolkf Adami Langley
A cosplayer brasileira Adami Langley, encarnando Sniper Wolf, da série Metal Gear. Imagem: reprodução Facebook Adami Langley.

O cosplay, um dos hobbies culturais mais notórios do Japão, está diante de uma ação polêmica para os que praticam essa brincadeira no arquipélago. Isso porque de acordo com uma matéria publicada no The Nikkan Sports o governo japonês estuda cobrar uma taxa dos cosplayers.

A taxa teria como principal objetivo repassar parte dos ganhos obtidos por cosplayers profissionais aos desenvolvedores do personagem homenageado. Por exemplo, um cosplayer de Ultraman que cobrasse para marcar presença numa festa corporativa, teria de repassar parte de seu cachê à Tsuburaya Produções, que detém os direitos da Série Ultra. A medida também afetaria as ações de quem ganha dinheiro com isso pela internet. Pessoas que usam um cosplay para arrebanhar membros exclusivos também teriam que dar uma fatia desses ganhos aos proprietários do personagem.

Taro Yamada, secretário-geral adjunto do Grupo de Estudos de Estratégia de Propriedade Intelectual, acredita que é necessário criar um modelo que seja interessante para ambos os lados. “Precisamos de um mecanismo em que ambas as partes possam desfrutar com tranquilidade” diz o japonês, que ainda propõe desenvolver um banco de dados que facilite a busca por detentores de direitos autorais.

De acordo com a notícia, o governo ainda está consultando estúdios locais sobre essa possibilidade e também verificando uma maneira de conseguir implementar um sistema de cobrança para essa prática, que só deve atingir os que ganham dinheiro regularmente com isso. Assim, as pessoas que vão a eventos vestidas num cosplay não serão afetadas pela medida, estando liberadas para realizar a sua homenagem.

Por enquanto, ainda não foi observada nenhuma reação por parte da comunidade cosplayer no Japão com relação à medida em estudo.

Leia também: