Motorola acrescenta dois idiomas indígenas brasileiros a seus celulares

Iniciativa da Motorola é um gesto que promete auxiliar também na preservação das línguas indígenas

Publicado em 9/4/2021
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Na hora de assistir um seriado, filme, usar o computador, celular ou mesmo jogar videogame, as dimensões continentais do Brasil são capazes de promover alguns agrados que não é toda nação de histórico colonizado que possui, como “Português do Brasil”. Agora, o país acaba de garantir mais um suporte de comunicação para os nativos tupiniquins: a adição de duas línguas indígenas em celulares da marca Motorola.

Ameaçadas de extinção, as línguas Kaingang e Nheengatu são as primeiras de origem indígena a constar como opção em aparelhos de telefone. Com isso, qualquer pessoa que possua um dos novos smartphones da empresa, ou outro da marca atualizado com Android 11, poderá acessar as línguas derivadas de tribos brasileiras), juntamente com os outros 80 idiomas.

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Confira uma aula do idioma Nheengatu.

De acordo com o levantamento da Motorola, nenhuma outra tribo de origem sul-americana possui suporte para idioma de sua tribo em qualquer que seja a marca de telefone. No caso das línguas adicionadas, ambas também não faziam parte do padrão de codificação de caracteres universal, Unicode, que compõe os fundamentos para inclusão e representação digital em uma variedade de interfaces digitais, algo que a empresa se prontificou a implantar.

Confira índios falando em Kaiagang

O trabalho foi feito em parceria com o professor e especialista Wilmar da Rocha D’Angelis, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e representantes de cada uma dessas comunidades indígenas, para adicionar Kaingang, falada no Sul e Sudeste do Brasil, e Nheengatu, falada na Amazônia, Colômbia e Venezuela.

“Estamos sendo pioneiros, dando um passo importante em direção a uma experiência móvel mais inclusiva. Nosso trabalho foi marcado pelo desejo de contribuir para a revitalização das línguas indígenas que, segundo a Unesco, estão correndo risco de extinção. Nossa meta foi viabilizar que falantes de Kaingang e Nheengatu pudessem usar a tecnologia como ferramenta de empoderamento da sua cultura”, diz Janine Oliveira, diretora executiva de Globalization Software da Motorola Mobility. “Ao compartilhar nossa inovação com outros fabricantes e profissionais da globalização, estamos ampliando o impacto desse projeto, pavimentando o caminho para que mais línguas indígenas estejam disponíveis no Android no futuro”, completou.

Google também ajudará no registro das línguas

Para diminuir o risco das língua desaparecerem, a Motorola está trabalhando junto com o Google para disponibilizar essas línguas em AOSP e Google Gboard. Além da gigante de buscas, a empresa segue atuando em parceria com o Consórcio Unicode, para assegurar que todos os dados das línguas coletados com seu apoio sejam de fonte aberta.

Por enquanto, ainda não há informações sobre a chegada de outras línguas indígenas para dispositivos Motorola, mas a empresa confirmou que continua conduzindo pesquisas em comunidades indígenas e está engajada com equipes regionais para enriquecer as experiências com a marca e melhorar a vida dos consumidores. Antes da chegada dos portugueses ao Brasil, aproximadamente 1.215 línguas eram faladas no território. Hoje, existe cerca de apenas 200.

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