Xiaomi lança cão robô capaz de ser adestrado com “possibilidades infinitas”

Você consegue imaginar os prós e contras disto?

Publicado em 12/8/2021
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A Xiaomi parece ter tirado o mês para impressionar o mundo. Depois de passar oficialmente a Apple e se tornar a empresa que mais vende celulares no planeta (conforme apontou a coluna Tilt), a gigante chinesa agora anuncia um produto inusitado em seu portfólio: um cão robô, muito parecido com protótipos já vistos pela internet e também no seriado de Black Mirror. Confira abaixo:

Batizado de CyberDog, o cachorro robótico é capaz de realizar 21 trilhões de operações por segundo, o que lhe permite “possibilidades infinitas” de acordo com a fabricante. Dotado de inteligência artificial, o CyberDog poderá receber o nome que o dono quiser lhe dar, aprender truques e se adaptar da melhor maneira possível ao ambiente onde for morar.

Reconhecendo o dono e passeando

Reconhecer o rosto e até mesmo o tom de voz do dono não será um problema para o robô, que possuirá câmera e microfone para captar imagens e sons sempre que o cão estiver ligado. Não há rabo para ser abanado neste momento, mas o produto promete reagir ao chamado imediatamente.

Será que ele late para o espelho? Não sabemos ainda

E falando em alegria, embora pareça estranho neste momento, passear é algo que também pode ser feito com o produto. Dotado de um mini supercomputador e 11 sensores de movimento, o ‘pet’ poderá caminhar ao lado do dono (sem coleira, claro) e ainda desviar de obstáculos sem dificuldades (e sem cheirar postes, claro).

Em complemento ao hardware, o robô vai navegar usando um sistema SLAM (Localização e Mapeamento Instantâneo), capaz de detectar e rastrear objetos. O produto ainda possui rastreamento por satélite, o que poria fim aos cartazes de ‘cachorro perdido’ e até ‘roubado’.

Adestrando o melhor amigo do… celular

Para tentar competir com o cargo de ‘melhor amigo do homem’ o CyberDog chega ao mercado munido de algumas conveniências muito úteis ao mundo moderno. Serão disponibilizadas nada menos que 3 entradas USB type C e uma HDMI, que de acordo com a Xiaomi, podem servir para aumentar a integração de equipamentos de desenvolvedores terceiros.

A ideia é que essas entradas sejam usadas para a instalação de câmeras panorâmicas, lanternas e, claro, carregar seu smartphone ou Nintendo Switch. Falando nos celulares, o produto também terá um app, por onde o dono poderá interagir com seu cão presencialmente ou mesmo à distância. Será possível, por exemplo, estar no trabalho e mandar o ‘Rex’ ir até a cozinha para ver se o gás está ligado.

O hardware do ‘bicho’ não possui uma boca para pegar bolinhas e galhos, mas pode compensar isto dando mortais e correndo até 11km/h, o que deixaria a raça Golden chateada.

Quando o cão cansa?

Ele não cansa, mas a bateria sim. Por enquanto, não foi informado as situações que apontam o tempo de bateria do produto.

Ele pode morrer?

‘Morrer’, no caso do cão robô, seria mais um caso de descontinuação do produto, algo que só pode acontecer caso algum acidente grave ou mesmo fatal repercuta de maneira extremamente indefensável para a Xiaomi. Também há chance do produto simplesmente ‘não pegar’, o que levaria ao fim do suporte, e assim como um Windows velho, o usuário ficaria com ele até isto simplesmente não funcionar mais.

Outra hipótese é que modelos mais modernos surjam com o tempo, e que as pessoas acabem se interessando mais por isto já que seriam mais atrativos sob vários aspectos.

Isso é muito Black Mirror?

O parágrafo acima não abordou uma questão muito ‘Black Mirror’: o sentimento. Algumas pessoas podem desenvolver apego ao produto e isto sim geraria questões complexas de relacionamento com o produto. Aos que acharem isto um exagero, vale lembrar que um punhado de anos atrás, crianças choravam quando o Tamagochi, ou “Bichinho virtual”, morria por descuido do jogador.

Crianças choravam quando isso acontecia.

Um modelo bem parecido com esses ‘dogs’ foi visto no seriado ‘Black Mirror’, durante o episódio “Metalhead”, de 2011. NA história, a versão possui programação assassina que caça humanos de maneira implacável. Confira abaixo:

Embora a coisa seja assustadora para alguns, o modelo acaba lembrando mais os produtos vistos pela empresa Boston Dynamics, que já estão à venda.

Parece mesmo tudo muito Black Mirror, e isso choca até mesmo Daniel Rivers, brasileiro que colaborou nos efeitos especiais do seriado em seu episódio gamer gravado no Brasil. “Isso é realmente MUITO Black Mirror”, diz Daniel aos risos.

Preço duro de roer

Por enquanto, a Xiaomi vai lançar apenas mil unidades do CyberDog, onde cada exemplar vai custar 10 mil iuanes, cerca de R$ 8 mil na cotação atual. A empresa informa ainda que o projeto estará em constante desenvolvimento e uma comunidade será formada para compartilhar experiência entre donos e demais desenvolvedores. Tudo para que o produto se desenvolva bem e que ele nunca seja visto numa feira de adoção.

Brincadeiras a parte, as possibilidades são imensas mesmo.

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