Sony cobra por crossplay, diz Epic

"A Epic terá que pagar uma receita adicional para a Sony"

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O fight entre a Sony e a Epic está feito! Tim Sweeney, chefe da Epic, falou que a Sony exige uma compensação das editoras por cross-play, em certas ocasiões, e que durante o dia de abertura do julgamento Epic vc Apple, a Epic concordou com as taxas para fazer o jogo cruzado em Fortnite.

“Em certas circunstâncias, a Epic terá que pagar uma receita adicional para a Sony”, falou Sweeney, segundo noticiado pelo The Verge. “Se alguém estivesse jogando principalmente no PlayStation, mas pagando no iPhone, isso poderia gerar uma compensação.”

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Além disso, o The Verge relatou ainda que a política da Sony estipula que os editores não podem transferir moeda virtual para o PS, devendo haver uma configuração para desativar todas as interações entre plataformas. Sweeney confirmou ainda que a Sony é a única detentora da plataforma que exige essa compensação para o jogo cruzado.

Comentário à Sony

Segundo o Eurogamer, a Sony só permitiu o crossplay nos jogos do PS4 em setembro de 2018, após pressão pública e imprensa negativa, que aumentaram muito durante um ano. Então, o chefe do PS Worldwide Studios, Shawn Layden, falou sobre as questões técnicas, atendimento ao cliente e outras coisas que precisam ser resolvidas.

“Sabemos que isso é um desejo, um desejo e queremos ser capazes de entregá-lo da melhor maneira possível. Agora, habilitar o jogo cruzado não é apenas apertar um botão e ‘pronto’. É um tipo de atributo ou recurso muito multidimensional. Portanto, tivemos que olhar para isso de um ponto de vista técnico, temos que trabalhar com nossos parceiros do ponto de vista de negócios, temos que ter certeza de que, se permitirmos isso, teremos o suporte de atendimento ao cliente certo, temos a mensagem certa lá fora, temos todas essas coisas diferentes que você tem que colocar na fila. É bastante ordinal – eles têm que ir em uma determinada ordem para que todos configurados”.

Veja agora os e-mails lançados como parte do teste Epic versus Apple, revelando as discussões internas de negócios que ocorreram antes de a Sony habilitar o crossplay:

Email (Foto: Reprodução)

Como podemos perceber, aconteceu uma conversa por e-mail entre Joe Kreiner, vice-presidente de desenvolvimento de negócios da Epic, e Gio Corsi, diretor sênior de relações com desenvolvedores da Sony. Na conversa, a Epic tenta convencer a Sony a apertar o botão go no crossplay.

“Não consigo pensar em um cenário em que a Epic não consiga o que queremos – essa possibilidade foi descartada quando Fortnite se tornou o maior jogo para PlayStation”, falou Kreiner por e-mail, antes de mandar uma lista de propostas para ajudar no convencimento. “Anunciamos o jogo cruzado em conjunto com a Sony. A Epic faz de tudo para fazer a Sony parecer heróis”.

No ponto sete, do e-mail, está indicando que a licença Unreal Engine 4 da Sony para toda a empresa deveria acabar em maio de 2019. “Vamos fazer desta uma grande vitória para todos nós. A Epic não está mudando de ideia sobre o assunto, então vamos apenas concordar nisso agora”, falou Kreiner.

Porém, a Sony não concordou com isso, na época:

Email (Foto: Reprodução)

“O jogo multiplataforma não é uma enterrada, não importa o tamanho do título”, disse Corsi. “Como você sabe, muitas empresas estão explorando essa ideia e nenhuma pode explicar como o jogo entre console melhora o negócio do PlayStation.”

Depois, o The Verge divulgou um documento revelando a divisão da receita entre plataformas da Sony e como ela calcula quanto cobrar.

Sony (Foto: Reprodução)

Entenda política da Sony

“Para compensar a redução na receita”, a editora paga à Sony uma taxa de royalties, apenas se a proporção da participação nos lucros da PSN dividida pela participação no jogo do PS4 para um título for inferior a 85% em um determinado mês. A Sony oferece um exemplo de cálculo. Vamos supor que a receita de plataforma cruzada, para o mês, seja de um milhão de dólares, e dessa receita da PSN fosse de novecentos mil, ou seja, 90% da receita. Se a participação no jogo do PS4 fosse de 95%, a editora não pagaria nada à Sony (90 dividido por 95 é igual a 0,94 – então, maior que 85 por cento.)

Porém, se no mesmo mês, apenas seiscentos mil da receita de um milhão fosse a receita do PSN, ou seja, 60%, e a parcela do jogo do PS4 fosse de 95%, a editora teria que pagar à Sony 52.500 dólares (60 dividido por 95 é igual 0,63 – então, menos de 85 por cento). Em suma, a política só entra em vigor se um jogo ultrapassar quinhentos mil dólares em receita bruta da PSN, em um período de 12 meses. Porém, jogos menores evitam ter que pagar uma taxa.

É válido lembrar que o documento é de agosto de 2019, portanto, os detalhes da política estão desatualizados. Porém, os comentários de Sweeney durante o teste de ontem confirmam que a Sony ainda mantém a mesma política. Até lá, teremos que esperar mais informações sobre o caso, já que o julgamento continua.

Via: Wesley Yin-Poole/Eurogamer

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