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Política

TSE ordena desmonetização de influencers e canais Bolsonaristas

Perfis do Facebook, Instagram, YouTube e Twitter devem ser notificados em algum momento
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STF FAKE NEWS
Decisão afeta as principais redes sociais do país.
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Nesta segunda-feira (16), o ministro Luis Felipe Salomão, corregedor-geral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou que algumas das principais redes sociais operantes no Brasil suspendam a receita de canais bolsonaristas que estejam sendo investigados por espalharem desinformação sobre voto eletrônico e o sistema eleitoral brasileiro.

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    A decisão, que cai por enquanto para Facebook, YouTube, Twitter e Instagram, é fruto de uma resposta de apontamentos sugeridos pelo presidente Jair Bolsonaro durante uma de suas lives feita em julho, e que no momento, se encontra sob investigação da Polícia Federal.

    Quem está na mira?

    No momento, a operação da Polícia Federal está investigando uma série de canais, páginas e influenciadores digitais supostamente ligados à causa defendida por Bolsonaro. Canais como o Terça Livre, do blogueiro Alan dos Santos, investigado em dois inquéritos diferentes no STF, são um dos que passarão a não gerar receitas em suas lives.

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    Allan dos Santos na CPI das Fake News (Imagem: Roque de Sá – Agência Senado/ Flickr)

    O canal de Santos já havia sido derrubado pelo Youtube, mas no momento desta publicação, segue no ar. Confira o comunicado do YouTube enviado à imprensa no momento da decisão da derrubada do canal.

    “Em decisão proferida hoje, a 8ª Vara Cível da Comarca de São Paulo julgou improcedente o pedido de restabelecimento dos canais do Terça Livre no YouTube. Com a perda dos efeitos da decisão liminar que estava em vigor, os canais serão removidos novamente, de acordo com os termos de serviço e as diretrizes de comunidade do YouTube.”

    Assessoria de Imprensa do YouTube, em nota ao Tecnoblog

    Falei mal das urnas eletrônicas no meu canal gamer; corro risco?

    Por enquanto, não há mais informações sobre quais canais, páginas ou pessoas estariam sendo investigados pela polícia, mas é altamente provável que qualquer fala promovida por alguns desses meios que tenha atingido um alcance considerável possa ser alvo de investigações em algum momento, independentemente do foco do canal.

    Assim, um canal gamer, por exemplo, que tenha uma grande audiência, pode passar a ser alvo de investigação, uma vez que tenha proferido desinformação/fake news sobre os pontos em questão.

    Quando a determinação entra em vigor?

    As redes sociais citadas devem informar à Corregedoria-Geral Eleitoral a receita individual dos canais, perfis e páginas investigados até o dia 6 de setembro. Na sequência, haverá o bloqueio do repasse de valores da monetização de vinda de lives realizadas até então que ainda não tenham sido pagas.

    Ordem para os algoritmos

    No despacho, Luis Felipe Salomão determinou ainda que as plataformas regulem seus algoritmos relacionados a sugestão de conteúdo de maneira que estes canais não sejam oferecidos aos internautas. Já as buscas diretas estariam liberadas sem restrições.

    Para o ministro, a medida pode combater o crescimento “recíproco” dos canais alvo da investigação, e impedir a circulação de fake news.

    Convocação

    Representantes das redes sociais envolvidas na investigação serão ouvidos por equipes técnicas do TSE e da Polícia Federal numa data ainda a ser definida pelo tribunal eleitoral. Por enquanto, a ordem colocada pelo ministro do TSE determina que as redes sociais envolvidas também identifiquem os autores de tais conteúdos.

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