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Jeff Ross contou que a PS escolhe bem seus projetos, pois a mesma não tem o dinheiro da Microsoft para gastar

Publicado em 24/4/2021
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O diretor de Days Gone, Jeff Ross, deu uma entrevista para David Jaffe, através de uma live no Youtube. Ele explicou que a PS não tem o dinheiro da Microsoft para gastar, e por conta disso, luta para sobreviver a cada geração. Jeff trabalha atualmente na NetherRealm Studios, conhecida por Mortal Kombat.

Porém, sua carreira inteira foi praticamente na Sony Bend Studios, onde trabalhou como diretor do jogo de aventura e sobrevivência. Durante a entrevista, David perguntou porquê a Sony recusou a proposta para Days Gone 2.

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Então Ross explicou que o orçamento do original foi muito superior ao que foi inicialmente apresentado. Ele falou ainda que Days Gone 2 ia custar muito mais dinheiro à Sony do que o orçamento final do original. Além do crescimento da equipe, que foi de 45 pessoas para 120, o investimento significa que um número de unidades precisa ser vendida, para a recuperação do dinheiro gasto.

Como dito anteriormente, a PS não tem tanto dinheiro para gastar, e por conta disso, escolhem bem os projetos que apoiam, pois o sucesso de cada jogo financia o seguinte.

“O retorno do investimento para jogos em que tens de vender 4 ou 5 milhões de cópias para recuperar os gastos, é preciso haver confiança no retorno, uma vez que a Sony não tem o dinheiro que a Microsoft tem e têm se o usar de forma muito inteligente e têm de permanecer focados num catálogo diversificado”, falou Ross a Jaffe.

“A Sony precisa gerir de forma responsável o negócio. Não faz mal tomarem decisões baseadas na previsão do retorno do investimento pois precisam de dinheiro para financiar o próximo jogo”, disse ainda Ross, quando questionado sobre o que está acontecendo nos estúdios menores da Sony.

“Para a Sony, cada era é sobre sobrevivência. Nunca tiveram imenso dinheiro, têm de ser inteligentes. Penso que os fãs devem compreender isso antes de começarem aos insultos”.

“É ingênuo pensar que é tudo magia, boa vontade e que estamos todos sentados fazendo corretamente, ao invés de fazer a melhor coisa para a companhia e fãs. Sim, muitos dos jogos pequenos geram imenso apreço e carinho pela marca, não faço ideia do estado desses ou do que está acontecendo, mas quando se está fazendo um jogo como Days Gone, a Sony não se intromete, isso é muito bom para um estúdio.”

“Se agora apenas podem financiar um número limitado desses jogos, penso que é compreensível. Infelizmente, para a Sony, criaram o seu nome nos últimos 10 anos com estes jogos singleplayer super polidos e emocionalmente cativantes e vendem muito bem e fazem muito dinheiro. Mas não trazem o dinheiro de Fortnite através dos renováveis, por isso têm de ter cuidado.”

Ross complementou dizendo ainda que a Sony não força os estúdios a fazerem nada, mas compreendem que a aposta no projeto tem que significar um retorno comercial, uma vez que “os jogos são caros, os filmes são caros, para fazer mais, os primeiros têm de gerar dinheiro.”

Via: Bruno Galvão/EurogamerPt
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