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Montagem: Divulgação.

O PlayStation 5 já está praticamente entre nós (isto é, no mercado, porque na casa de muitos gamers ainda vai demorar um bocado), e juntamente com ele, vem um monte de expectativas de ser surpreendido pela nova geração. E em parte, isso pode ser feito através dos recursos que possui o DualSense, o controlador do PS5.

O joystick tem chamado a atenção de críticos que já tiveram a oportunidade de manusear o assessório, cujas funções ainda não estão 100% reveladas, mas o que se sabe até o momento já é suficiente para fazer dele umitem digno de roubar a cena em alguns momentos. Confira abaixo algumas qualidades do controlador que chega como candidato de ser um dos melhores já lançados pela família PS:

1. Gatilhos que “lutam” contra você

Falamos disso em outro artigo aqui no Observatório de games. O DualSense possui uma tecnologia de mecânica em seus botões traseiros que promete interagir com tensões diferentes dependendo do jogo. Por exemplo, suponha que você está num game onde precisa atirar uma flecha, e que para armá-la no arco, é preciso ir apertando um dos gatilhos do DualSense.

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Conforme você vai puxando a flecha para trás, mais duro vai ficando o gatilho de apertar. Isso pode trabalhar várias situações que combinem o famoso, “não é força, é jeito.”

2. O “feedback tátil” da DualSense é mais que um truque

Ok, controle que treme não é nenhuma novidade. Mas e se isso fosse aprimorado de uma maneira que você pudesse sentir realmente a diferença dessas tremidas em níveis diferentes? Existem alguns testadores que juraram que essa diferença foi calibrada no game a ponto de saber de olhos fechados em que tipo de cenário você está.

Por exemplo, suponha que você está indo com Kratos para o topo de uma plataforma na beira de um vulcão. 300 metros antes, a tremida do controlador é nível 1, já na beira da plataforma a tremida é nível 7. Ok, você não vai jogar de olhos fechados, mas pense nas aplicações disso. Um boss que saia de dentro da terra pode ter o chão tremendo somente no local onde seu personagem passar, um item dentro de um baú pode tremer de for algo diferente, enfim… o céu é o limite com esse nível de tremidas (pare de pensar besteiras).

3. O Touchpad do DualSense é realmente útil

A coisa mais legal que já fizemos com um touch pad até aqui foi ticar violão com Ellie, mas isso pode ser melhor explorado. E a geração seguinte tem tudo pra fazer isso acontecer.

Os primeiros jogos do PS5 como Astro’s Playroom , NBA 2K21 e Spider-Man Miles Morales pretendem usar o touchpad aprimorado do DualSense para permitir que você faça tudo, desde menus abertos para alternar entre as atividades do jogo.

4. O alto-falante do DualSense é o melhor de todos

Tem quem não se importe com isso porque entende que basta por um fone ali na entrada do próprio joystick que tudo se resolve. Pode ser, mas também é verdade que muita gente quer jogar mais solto, e ter um fio a menos faz parte desse conceito. É nessa hora que um bom alto-falante faz a diferença. Aliás, ele traz mais que isso:

O que torna o alto-falante do DualSense diferente é a maneira como ele funciona com o sistema de feedback tátil do controlador. Por exemplo, o Astro’s Playroom frequentemente usa o alto-falante em conjunto com a mudança dos padrões de vibração para transmitir com mais precisão a sensação de um local específico. O alto-falante pode transmitir o som “crunch” de caminhar na neve enquanto as vibrações e os gatilhos oferecem maior resistência.

Isso sem falar que ele também terá um microfone, uma ferramenta que nesta geração vai ajudar a acabar com um problema de comportamento muito grave na comunidade gamer: a toxidade. O PS5 terá um recurso que permitirá gravar as conversas de chat, local por onde acontecem sérios episódios envolvendo questões como bullying, racismo e outras ameaças.

Ativando o recurso, o microfone do DualSense captaria tudo que estivesse sendo dito e enviaria ao PS5, que encaminharia o arquivo para análise de moderadores. Se bem usado, tem tudo para ser uma ótima ferramenta contra esses problemas citados. Do contrário, questões como privacidade podem ficar complicadas.

5. Ele é grande, mas com inteligência

O controlador do PS5 é de fato o maior que já existiu na família PS, mas isso não significa que ele é um trambolho nas mãos. Quem já testou garante que a ergonomia foi trabalhada no assessório de maneira muito sensata e que esse volume todo não atrapalha a experiência.

Claro, há clientes com mãos de todos os tamanhos, mas o que foi testemunhado até aqui a afirma que isso está longe de ser como uma guitarra nas mãos de uma criança de 10 anos. É aguardar para ver.

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