Confira 7 ‘forçadas de barra’ no novo Mortal Kombat

De acordo com a opinião geral dos fãs no Rotten Tomatoes, "se você puder desligar seu cérebro por um tempo" o filme apresenta coisas boas

Mortal Kombat
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Desde que foi lançado no último dia 23 de abril, a adaptação cinematográfica de Mortal Kombat dividiu o público. De um lado, muita gente excomungando a obra ao ponto de contestar sua existência. Do outro lado, parte dos fãs elogiaram o longa, que buscou entreter por meio de batalhas e outras ações. Contudo, é seguro dizer que parte desses dois lados concordam que o filme deu algumas “forçadas na barra” em vários momentos.

Seja porque isso soou confuso ou viajante demais até mesmo para uma franquia como Mortal Kombat (onde se esmagam crânios e a luta segue), alguns pontos dessa trama simplesmente não conseguiram ser engolidas por muitos. Abaixo, você pode tirar a limpo algumas dessas sensações (ale ressaltar que alguns spoilers sobre o filme serão mencionados aqui, então se não viu o filme, leia por conta e risco).

“Poderes” da Sonya e Kano serem místicos

Mortal Kombat (2021) (Imagem\Reprodução: Warner Bros.)

De início vamos lembrar a história de ambos no jogo. Kano, durante uma batalha contra Jax, sofre uma lesão irreversível no rosto que o desfigura. Após isso, ele passa a usar uma placa de metal no rosto, junto de uma esfera que emite raio laser. Já Sonya, nos jogos iniciais da saga, é sugerido que a personagem utiliza um dispositivo anexado em seu braço que permite o uso de projéteis inexplicáveis de cor rosa. Em resumo, ambos usam armas de origem mecânica.

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Aqui, o rolê é um pouco mais “místico” e joga parte da origem de canto. A explicação é simplesmente que ambos despertam seus poderes em situação crítica (típico em filmes de heróis) ou no exemplo de Kano (Josh Lawson), apenas por ficar nervoso em uma discussão com Liu Kang (Ludi Lin), ou, se preferir, MC Hammer.

Braço do Jax de cibernético e virar místico

Mortal Kombat Jax Briggs
Mortal Kombat (2021) (Imagem\Reprodução: Warner Bros.)

Ok, essa foi estranha; mas fica tranquilo, a lista piora. Na sétima arte é comum vermos que monges, além de propagarem sábios ensinamentos, também atuam como curandeiros. Porém aqui, eles parecem ter feito até curso do Senai.

Como se não bastasse a construção de um braço cibernético por estes sábios carecas, quando Jax (Mehcad Brooks) finalmente desperta seu poder em uma situação crítica, seu poder especial é refazer seus braços para serem mais fortes. O que era pra ser um árduo trabalho de desenvolvimento de braços cibernéticos foram poupados graças à magia. Viva os milagres da Arcana!

Mortes Grotescas

Mortal Kombat (2021) (Imagem\Reprodução: Warner Bros.)

Lembra que disse que pioraria? chegamos a um dos pontos fortes da lista! Tudo bem que a antologia de Mortal Kombat possui dezenas de personagens para entreter a todos os públicos, porém quando você junta grandes personagens e atira-os abismo abaixo ou corta eles ao meio, fica difícil.

Exemplos aqui são Kung Lao (Max Huang), Nitara (Mel Jarnson) e o Príncipe Goro (Angus Sampson) (poderia citar outros, mas estender só mostraria mais falhas). Personagens que poderiam ter um background mais aperfeiçoado são jogados na trama como personagens genéricos, funcionando como os vilões de Power Rangers, do qual nem sequer se recordamos o nome após o fim do episódio e tendo uma morte duvidosa. Simplesmente aconteceu. Roteiro.

Reptille

Mortal Kombat (2021) (Imagem\Reprodução: Warner Bros.)

De todas as coisas aleatórias que o filme poderia nos proporcionar, a lagartix.. digo, Reptille, é um dos primeiros antagonistas que surgem no filme. Sem informar muito as intenções do personagem, que há tempos foi deixado de lado na franquia de jogos, Reptille aparece para brigar e em 2 minutos e 31 segundos, o personagem encerra seu arco.

Ok, é compreensível que devido ao tempo do longa, mas diferentes dos demais, o personagem foi totalmente jogado por fan service, já que após a morte você ouve “Kano Wins”. Falando em Reptile, já viu como o ator do primeiro filme continua trincado, no auge dos seus 61 anos?

Cole Young

Mortal Kombat (2021) (Imagem\Reprodução: Warner Bros.)

E por falar em personagem jogado, temos ele, o protagonista que em 1 hora e 39 minutos de filme não apresenta nenhum sinal de ser o personagem principal da trama. De verdade, ao decorrer do filme o espectador pode acabar se esquecendo de Cole (Lewis Tan) e questiona qual seu propósito ali, afinal, ele foi criado especialmente para o longa.

Será que não seria melhor um personagem de MK? Nada é aprofundado sobre o passado de Cole e seus poderes, mas pelo lado positivo, ao longo do filme vemos o foco indo para a equipe e saindo de Cole, o que faz com que o público recupere o gás na trama.

Kombat Final

Mortal Kombat (2021) (Imagem\Reprodução: Warner Bros.)

Falando no renascido das chamas, em momento algum é revelado a Cole, o motivo pelo qual Sub-Zero (Joe Taslim) persegue-o, e em tantas vezes que o personagem poderia ajudar seu antepassado, somente no combate final, Cole recebe um “buff” que invoca seu parente.

Uma das coisas que é mais maluca nesse filme é que Sub-Zero leva Cole para o local que o “protagonista” lutava no início do filme. Como ele sabia daquele lugar? disso não faço ideia. Após a luta, simplesmente Scorpion (Hiroyuki Sanada) afirma ter acabado e some, sem dizer muito ou tentar explicar algo. Quer um chá ou uma kunai nova? quem é você?!

A “outra” dimensão

Mortal Kombat (2021) (Imagem\Reprodução: Warner Bros.)

Talvez esse seja o tópico mais tranquilo da lista, porém não deixa de ser duvidoso. Quando Sonya conversa com Cole sobre o templo escondido, Kano afirma prontamente saber aonde é. E a localização que era para ser um mistério e difícil de achar, nos instantes seguintes é encontrada também por Shang Tsung (Chin Han).

A base que era pra ser secreta, foi encontrada e após a morte de Kung Lao, os personagens são arrastados pra outra dimensão, uma que ninguém conhece (pelo menos, por enquanto). Mas aí fica a dúvida, existia um monge vazador de dados ou afim? Como Tsung encontrou? a nova dimensão será o novo quartel? fica aí o questionamento.

Ideia

Antes que tire conclusões precipitadas sobre o julgamento total do filme, ele tem boas ideias, todavia, a maneira que são aplicadas ou desenvolvidas tornam a trama confusa. Porém com uma hipótese de ter sequência, podemos esperar que as coisas se ajustem e tenhamos uma história coesa.

Filmes de origem são difíceis, ainda mais um que envolve muita luta e sangue. Por mais que o filme tenha transmitido uma má impressão, sejam algumas lutas curtas e sem sal, roteiro preguiçoso ou até mesmo atuações pobres, podemos ter esperança em uma possível sequência que cative a todos.

Em nossa crítica, apontamos aspectos gerais do filme. Clique aqui para conferir.

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