Crítica Mortal Kombat (2021): Uma “Konfusão” em forma de filme

Trazendo diversos furos de roteiro, decisões contestáveis e atuação preguiçosa, a nova adaptação prova que é melhor não existir filmes de games

Mortal Kombat
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Finalmente, foi liberada a adaptação cinematográfica de Mortal Kombat, onde após décadas, temos a retomada de personagens icônicos às telas. Todavia, por conta de sua história, parece que era melhor ter ficado somente nos games.

Assim como em diversas situações deste universo, temos Raiden (Tadanobu Asano) preparando um grupo para defender a Terra do maléfico Shang Tsung (Chin Han), onde se reúne Liu Kang (Ludi Lin), Jax Briggs (Mehcad Brooks), Kano (Josh Lawson) e o protagonista Cole Young (Lewis Tan).

Falando sobre Young, o mesmo foi criado excepcionalmente para o longa, porém, a falta do aspecto de protagonismo do personagem não surge apenas roteiro, mas também na atuação de Tan, que ao invés de promover um nome primário, aparenta ser um personagem terciário. Sendo assim, ao longo do filme você acaba esquecendo que Young é um dos personagens, fazendo pensar que a adição de um lutador do universo de Mortal Kombat seria melhor.

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Não apenas na atuação do mesmo, mas na maioria do elenco, a falta de brilho é evidente no decorrer do longa, que se arrasta num ritmo extremamente lento. Os únicos personagens que parecem realmente entender seu papel (e brilham) são: Sonya Blade (Jessica McNamee), Kano e Scorpion (Hiroyuki Sanada), que entregam atuações acimas dos demais, podendo com isso deixar o público pedindo mais de suas aparições.

Sangue, tem

Caso vá assistir o longa atrás de sangue, dos primeiros minutos até seu último ato, podemos acompanhar uma carnificina sem igual. Todavia, personagens que poderiam ser melhores explorados dentro do universo ou em outros títulos, acabam sendo descartados de maneira duvidosa e pífia. Isso vai ficar notável para muitos.

E por falar em duvidosa, temos ainda o aspecto de roteiro, que muita vezes sequer dá o trabalho de explicar situações de “como o personagem chegou ali” ou “como fez isso”. É compreensível que a adaptação foque mais no combate, mas são poucas lutas que parecem realmente ser interessantes, já que na maioria dos momentos a coreografia se encerra em poucos golpes. Sendo assim, o que deveria ser o material principal (roteiro e luta) para trazer o público para a trama, acaba permitindo furos de roteiro, afastando as mesmas e suplicando por um fatality para não ver o resto do filme.

Traduzindo a adaptação de Mortal Kombat em uma frase, podemos utilizar a de Chicó (Selton Mello) em O Alto da Compadecida, “Não sei, só sei que foi assim”, já que parte das decisões do longa são deveras contestáveis.

A HBO Max chegou recentemente e trouxe consigo Snydercut e Godzilla Vs Kong, filmes que foram elogiados pela crítica de certa forma, mas se Mortal Kombat tinha objetivo de prosseguir o sucesso de forma positiva, a Warner Bros. investiu numa Konfusão errada.

Nota: 1,5/5

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