e-Sports nas Olimpíadas: discussão e polêmica não evitarão

Publicado em 5/8/2021
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Uma grande polêmica foi criada sobre a inclusão ou não dos e-Sports nos Jogos Olímpicos. A ideia surgiu depois das baixas audiências que este evento tem tido principalmente nas camadas mais jovens da sociedade. O COI (Comitê Olímpico internacional) incluiu novas modalidades de esportes como o surfe, beisebol, skate e caratê nos próximos Jogos Olímpicos de Tóquio – que foram adiados de 2020 para 2021 – na esperança de fidelizar o
público jovem.

Na verdade, existem opiniões contra e a favor de termos os e-Sports em uma competição olímpica. Alguns não consideram a atividade um esporte, mas sim apenas diversão ou uma competição qualquer. Até mesmo os próprios gamers estão divididos.

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As Olimpíadas de Inverno (esportes na neve) de 2018 foram uma decepção em termos de audiência. É preciso se preocupar que esse desinteresse também contamine as Olimpíadas de verão. Esse foi motivo para a “revolução”, escolhendo esportes mais próximos do gosto das pessoas na esperança de aumentar a audiência dos próximos Jogos
Olímpicos de Tóquio.

O presidente do COI, Thomas Bach, declarou que os jogos eletrônicos onde se promove a violência são contra os valores pregados em uma Olimpíada. Contudo, existe a possibilidade dos e-Sports serem considerados uma
atividade esportiva, desde que não infrinjam os valores olímpicos.

Paralelamente, as competições de jogos eletrônicos fazem estrondoso sucesso nos quatro cantos do mundo. As projeções dos especialistas apontam que ainda crescerão muito. Segundo matéria publicada no blog da Betway, esse
ecossistema chegará a produzir 1,5 bilhão de dólares no ano de 2022.

O crescimento desse setor já ocorre há tempos e cresce ainda mais com os avanços da tecnologia e a facilidade que se tem nos dias de hoje no acesso à internet de alta velocidade. Plataformas como o Twitch serviram para impulsionar ainda mais os e-Sports.

Os jogadores fazem transmissões de partidas, jogos de exibição e dão dicas importantes. São milhões de visualizações nesses canais e, claro, um retorno econômico considerável de doações dos seguidores, incentivando os fornecedores desse tipo de conteúdo.

A discussão sobre ser um esporte ou não

Juntamente com o crescimento absurdo no número de jogadores e competições as grandes empresas passaram a investir milhões de dólares em patrocínios de torneios e nas equipes. Atletas de outros esportes também começaram a investir na criação de times. Daniel Alves, em entrevista ao site de bets em eSports Betway apresentou sua equipe (Good Crazy) e os ideais e valores da sua criação.

Muitos não imaginam o que significa ser um profissional de e-Sports. Não basta só um aparelho celular ou um computador. Um profissional de e-Sports precisa de treinamento constante, habilidade e tomadas rápidas de decisão. Pontos em comum encontrados em todo e qualquer esporte tradicional Os grandes nomes do e-Sport são assessorados por médicos, nutricionistas, psicólogos e outros profissionais que dão o apoio necessário como qualquer
outro esportista.

Apesar do debate, o objetivo final das discussões seria que os e-Sports já participassem das próximas Olimpíadas de Paris em 2024 e Los Angeles em 2028. Os mais otimistas acreditam que a participação dos jogos eletrônicos em uma Olimpíada seria vantajosa para ambos os lados e já indicaram inclusive o game perfeito para participar dessa competição: o LoL (League of Legends).

Esse é um dos games mais procurados, com mais de 100 milhões de jogadores no planeta, e suas partidas são exaustivas exigindo ao máximo as habilidades de seus jogadores. Alguns chegam a argumentar que se o COI aceita o Xadrez ou o Curling como esporte, por que então não aceitar os jogos eletrônicos que exigem dos atletas tanto o esforço físico como o mental?

O sucesso dos e-Sports no mundo é uma coisa assustadora. Calcula-se que a audiência atual esteja ao redor de 800 milhões de pessoas e atinja em poucos anos a soma de 1 bilhão de telespectadores, sendo que metade estão
localizados no continente asiático.

Os especialistas calculam que até 2025 esse setor terá um crescimento ao redor de 70% e movimentando uma soma incrível de US$ 3,5 bilhões a nível mundial. O Campeonato Mundial de League of Legends bateu o recorde na história,
tendo simultaneamente 44 milhões de telespectadores assistindo a sua final.

Era possível acompanhar a partida em 20 idiomas diferentes. O COI já percebeu que a nova geração está focada muito mais nos e-Sports do que nos esportes tradicionais. O futuro dos jogos Olímpicos depende a cada dia mais dessa nova geração. Afinal, o sucesso em audiência e faturamento dos jogos eletrônicos são inegáveis e é isso exatamente o que os Jogos Olímpicos estão precisando na atualidade.

Fonte: Unsplash – Florian Olivo | Texto enviado por Emily Silva
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