Assassins Creed Valhalla
Imagem/Divulgação: Ubisoft

Na última sexta-feira os gamers foram surpreendidos com o lançamento do trailer cinematográfico de Assassins Creed Valhalla, no qual se destacava a protagonista Eivor, mas o lançamento foi levado com indiferença por parte do público, dado o momento que a desenvolvedora passa.

O diretor narrativo, Darby McDevitt, foi ao forum oficial do Reddit na mesma semana para explicar os boatos que sondavam o desenvolvimento da franquia AC após o ilustrador, Seiiki Dell’Aria, alegar que o ambiente de trabalho ali era tóxico e majoritariamente machista.

Anteriormente, o ilustrador revelou por meio de uma fonte que Eivor foi inicialmente concebido como uma mulher, ao invés de uma opção binária na qual o jogador pode alterar em qualquer ocasião. De acordo com a fonte, que também acusou o ex-diretor criativo do game, Ashraf Ismail, de má conduta, foi decisão da própria Ubisoft não permitir que existisse apenas o gênero feminino no game.

O problema não para por aí, já que a alguns meses atrás foi divulgada uma lista pelo site Bloomberg na qual relatava diversos nomes de pessoas da Ubisoft ligadas a assédio sexual. Ainda nesse mesmo período foi revelado que outros jogos da franquia teriam personagens femininas como protagonistas, mas foram vetadas porque a equipe editorial acreditou que o game não faria sucesso.

Vale destacar que a versão feminina de Eivor só foi descoberta através de um action figure da edição de colecionador, enquanto a versão masculina é utilizada como na publicidade oficial do jogo. Lançar o teaser cinematográfico na mesma semana que os burburinhos surgem seria a forma mais eficiente da empresa abafar esses supostos rumores, e ganhar algum tempo para expor melhor a sua defesa diante das acusações.

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